A mão da criatura
Desliza pela minha perna
logo é a perna da criatura que me abraça
Arranhando-se com o dedão do meu pé
Mexe-se inteira
Respira agitada
Sua
Sente falta de ar
Joga fora os lençóis que a sufocam
Faz muito calor
Tempo quente
Tira a roupa
Bicos pretos acariciam-se
A mão invadindo minhas pernas
Chamam-me
Desespera-se, agita-se
O monte de Vênus provoca meu corpo
Se exibe toda enquanto finge dormir
Ela
A criatura
Não entende que eu tenho que escrever
Ela quer sexo
Ela quer sexo, amor e outras coisas
Eu queria escrever um poema de amor para ti
Mas tenho que apagar a luz
A criatura me chama..
sábado, 31 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Aquela Noite
Aquela noite...
Foi aquela noite?
Lá fora chovia
Fazia frio
Inverno
Em tua pele meu suor
O esforço, corações agitados
O êxtase, tremor de olhos
As estrelas, paixão consumada
O infinito, amenos suspiros
Nas sombras do nosso abrigo
Tu perguntas
..me amas?
Naquele silêncio podia escutar
O barulho de milhões de rios navegando em teu corpo
O tempo desfazendo-se em nós
O som de inexoráveis rachaduras
Oh duvida cruel instalando-se
O insidioso silêncio de uma pausa
A pergunta rasga a noite
Confundindo corações
E em uma apoteoses
Mundos são destruídos
Hoje
São inúmeras as noites que longe temos estado
Tarde demais para dizer
Sim, te amo!
Foi aquela noite?
Lá fora chovia
Fazia frio
Inverno
Em tua pele meu suor
O esforço, corações agitados
O êxtase, tremor de olhos
As estrelas, paixão consumada
O infinito, amenos suspiros
Nas sombras do nosso abrigo
Tu perguntas
..me amas?
Naquele silêncio podia escutar
O barulho de milhões de rios navegando em teu corpo
O tempo desfazendo-se em nós
O som de inexoráveis rachaduras
Oh duvida cruel instalando-se
O insidioso silêncio de uma pausa
A pergunta rasga a noite
Confundindo corações
E em uma apoteoses
Mundos são destruídos
Hoje
São inúmeras as noites que longe temos estado
Tarde demais para dizer
Sim, te amo!
domingo, 11 de julho de 2010
Preciso de você
Meia-noite
Tranco todas as portas
E apago as luzes
O espaço neste quarto
Gira sobre mim
E todos os meus medos encurralaram-me aqui
Lá fora a chuva está caindo
Não há som nenhum além da chuva
E nesse silêncio que invade meu quarto
O desejo de estar contigo se aflora intensamente
Preciso de você
Que seus lábios beijem minha boca
Que seus olhos contemplem meu sorriso
Preciso de você
Que use minha roupa
Cante minha musica
Quero nesta noite fria
Deslizar suavemente minhas mãos pelos traços de sua face
Percorrer com os dedos as formas de teu corpo
Admirar tua beleza
Sentir teu calor, teu cheiro
Sorver por um tempo inesgotável
Todo o sabor desse amor
Até que a vida acabe
Tranco todas as portas
E apago as luzes
O espaço neste quarto
Gira sobre mim
E todos os meus medos encurralaram-me aqui
Lá fora a chuva está caindo
Não há som nenhum além da chuva
E nesse silêncio que invade meu quarto
O desejo de estar contigo se aflora intensamente
Preciso de você
Que seus lábios beijem minha boca
Que seus olhos contemplem meu sorriso
Preciso de você
Que use minha roupa
Cante minha musica
Quero nesta noite fria
Deslizar suavemente minhas mãos pelos traços de sua face
Percorrer com os dedos as formas de teu corpo
Admirar tua beleza
Sentir teu calor, teu cheiro
Sorver por um tempo inesgotável
Todo o sabor desse amor
Até que a vida acabe
sábado, 10 de julho de 2010
Torre Forte
Na madrugada fico andando pelas ruas
Na esperança de encontrar com você
Com um cigarro na mão
e uma garrafa de vinho do lado
Fico imaginando você vindo até mim,
e dizendo que me ama,
me dá um beijo na boca
me faz um carinho no rosto
Toda madrugada fico por ai
Esperando você chegar
Com suas roupas negras
seus cabelos louros, tua boca macia
com esse seu jeitinho de menina
Em plena madrugada
fico sem saber o que fazer
Fico só pensando em você
agora que você não está aqui
Nessa madrugada fria e chuvosa
Já se acabaram meus cigarros e
meu vinho
E se acabaram também as esperanças
de estar com você
Já que você se foi e me
deixou aqui
Eu vou ficar só na vontade,
nas lembranças de nossos
momentos felizes
Na lembrança de nossos
momentos de Amor
Um amor que quebrou todas as barreiras
Um amor que será eterno
Um amor que jamais imaginei sentir por alguém antes
Esse é o amor que eu sinto por você
puro, verdadeiro, sincero, fiel ...
E que nunca se acabará
Eu te amo, e sei
que um dia eu vou
te reencontrar
[Hoje ao mexer em umas lembranças do passado encontrei uma carta da Erika com esse escrito, que me pediu para guardar para sempre. E resolvi dividir com vocês essas palavras escritas com tanto sentimento, e quem sabe um dia ela descubra esse cantinho e veja que eu fiz o que me pediu]
Na esperança de encontrar com você
Com um cigarro na mão
e uma garrafa de vinho do lado
Fico imaginando você vindo até mim,
e dizendo que me ama,
me dá um beijo na boca
me faz um carinho no rosto
Toda madrugada fico por ai
Esperando você chegar
Com suas roupas negras
seus cabelos louros, tua boca macia
com esse seu jeitinho de menina
Em plena madrugada
fico sem saber o que fazer
Fico só pensando em você
agora que você não está aqui
Nessa madrugada fria e chuvosa
Já se acabaram meus cigarros e
meu vinho
E se acabaram também as esperanças
de estar com você
Já que você se foi e me
deixou aqui
Eu vou ficar só na vontade,
nas lembranças de nossos
momentos felizes
Na lembrança de nossos
momentos de Amor
Um amor que quebrou todas as barreiras
Um amor que será eterno
Um amor que jamais imaginei sentir por alguém antes
Esse é o amor que eu sinto por você
puro, verdadeiro, sincero, fiel ...
E que nunca se acabará
Eu te amo, e sei
que um dia eu vou
te reencontrar
[Hoje ao mexer em umas lembranças do passado encontrei uma carta da Erika com esse escrito, que me pediu para guardar para sempre. E resolvi dividir com vocês essas palavras escritas com tanto sentimento, e quem sabe um dia ela descubra esse cantinho e veja que eu fiz o que me pediu]
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Atrás da Grande Muralha
Atrás da grande muralha um abismo sangra
Uma avalanche desaba no meu coração
Minha alma conhece a solidão do abandono
E assim canta
Atrás do grande muro além dos Andes
O abismo cresce o vazio avança
A solidão faminta devora o coração de um homem
Sem piedade, sem dor
Sem perdão
Além dos Andes
Uma história de amor naufraga
Assim como outras historias ela é assassinada
Pelos próprios amantes num espasmo de desamor
Quando o desespero toma conta da paixão
Longe dos Andes
Um incêncio veste de purpura as neves eternas
O fogo avança as cinzas dançam
Os sonhos de amor alimentam a fornalha
Orgulho ferido coração quebrado razão esquecida
Inferno que invade todos os momentos desta miséra existência
Longe de ti
No exilio da alma
Muito além do grande muro
Longe dos Andes
Onde tua silhueta é um sonho
E minha dor é mansa
A saudade ataca
E canta
Sem piedade dissemos adeus
Sem compaixão nos condemos
Sem perdão matamos nosso amor
Naufragos
da nossa solidão
Patéticos fatais
Mortais
Perdidos
Irremediavelmente perdidos
Como estrelas tragadas num buraco negro
Como bolhas de sabão estourados no ar
Como miragens que jamais serão verdadeiras
Como sonhos que fogem ao raiar do dia
Como esperanças que murcham inocentimente
Quando a realidade se faz presente
Caí
Profundo longe, obscuro
Ao abismo da noite
Ao luto infinito
A viver o mais recôndito da angustia
No fundo do nada
No profundo de um sol negro
No centro da solidão
Afogando a cabeça nas mãos
Olhando fixamente o espaço infinitamente vazio
Que a tua partida deixou
Então
Demônios me perseguem a toda hora
Fantasmas invadem meus aposentos
Quando algum homem deita-se junto de mim
Em vão exorcizo tua presença
Em vão relembro que morri faz tempo
Que deixei de existir a muitos momentos
Que somente sou um espectro que vago pelo mundo
Levando dia a dia
O fardo de ter-te conhecido
E ter-te perdido e ter-me perdido
Estou aqui
Onde tua imaginação não consegue ma alcançar
Onde não poderás ver minhas feridas a sangrar
Onde nunca poderás saber se voltado a sorrir
Apesar de você
Ainda que tenha lágrimas no meus olhos
Quando teus olhos tropecem com estas linhas
Nunca poderás saber se alguém consegue acalmar minha dor
E eu nunca saberei
Se nos teus olhos existem lágrimas também
Estou aqui onde o destino jogou-me impiedoso
Afásica da lingua na qual falavamos de amor
Na qual juramos eterno amor
A mesma lingua na qual traímos nosso amor
Atrás do grande muro
Além dos Andes ensagüentados
Longes da inocência estrupada
No exílio da alma
Existo
E não consigo te esquecer
Uma avalanche desaba no meu coração
Minha alma conhece a solidão do abandono
E assim canta
Atrás do grande muro além dos Andes
O abismo cresce o vazio avança
A solidão faminta devora o coração de um homem
Sem piedade, sem dor
Sem perdão
Além dos Andes
Uma história de amor naufraga
Assim como outras historias ela é assassinada
Pelos próprios amantes num espasmo de desamor
Quando o desespero toma conta da paixão
Longe dos Andes
Um incêncio veste de purpura as neves eternas
O fogo avança as cinzas dançam
Os sonhos de amor alimentam a fornalha
Orgulho ferido coração quebrado razão esquecida
Inferno que invade todos os momentos desta miséra existência
Longe de ti
No exilio da alma
Muito além do grande muro
Longe dos Andes
Onde tua silhueta é um sonho
E minha dor é mansa
A saudade ataca
E canta
Sem piedade dissemos adeus
Sem compaixão nos condemos
Sem perdão matamos nosso amor
Naufragos
da nossa solidão
Patéticos fatais
Mortais
Perdidos
Irremediavelmente perdidos
Como estrelas tragadas num buraco negro
Como bolhas de sabão estourados no ar
Como miragens que jamais serão verdadeiras
Como sonhos que fogem ao raiar do dia
Como esperanças que murcham inocentimente
Quando a realidade se faz presente
Caí
Profundo longe, obscuro
Ao abismo da noite
Ao luto infinito
A viver o mais recôndito da angustia
No fundo do nada
No profundo de um sol negro
No centro da solidão
Afogando a cabeça nas mãos
Olhando fixamente o espaço infinitamente vazio
Que a tua partida deixou
Então
Demônios me perseguem a toda hora
Fantasmas invadem meus aposentos
Quando algum homem deita-se junto de mim
Em vão exorcizo tua presença
Em vão relembro que morri faz tempo
Que deixei de existir a muitos momentos
Que somente sou um espectro que vago pelo mundo
Levando dia a dia
O fardo de ter-te conhecido
E ter-te perdido e ter-me perdido
Estou aqui
Onde tua imaginação não consegue ma alcançar
Onde não poderás ver minhas feridas a sangrar
Onde nunca poderás saber se voltado a sorrir
Apesar de você
Ainda que tenha lágrimas no meus olhos
Quando teus olhos tropecem com estas linhas
Nunca poderás saber se alguém consegue acalmar minha dor
E eu nunca saberei
Se nos teus olhos existem lágrimas também
Estou aqui onde o destino jogou-me impiedoso
Afásica da lingua na qual falavamos de amor
Na qual juramos eterno amor
A mesma lingua na qual traímos nosso amor
Atrás do grande muro
Além dos Andes ensagüentados
Longes da inocência estrupada
No exílio da alma
Existo
E não consigo te esquecer
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Fascinio
Fascinio eis a palavra
A magia de ficar tranquilamente a te olhar
Ponderar a fantasia de sonhar
Imaginar
Todo misero mortal pode
E em um sonho ser aquele a quem
É permitida a graça de ser aquele que pode
Beber dos mananciais e ser
Completamente
Entregue aos braços do amor
Em um sonho voar até os mais altos cumes
Em um sonho todo mísero mortal pode ser
Aquele a quem o fascinio faz sonhar
Ser
E ser
Fascinio
A magia de ficar tranquilamente a te olhar
Ponderar a fantasia de sonhar
Imaginar
Todo misero mortal pode
E em um sonho ser aquele a quem
É permitida a graça de ser aquele que pode
Beber dos mananciais e ser
Completamente
Entregue aos braços do amor
Em um sonho voar até os mais altos cumes
Em um sonho todo mísero mortal pode ser
Aquele a quem o fascinio faz sonhar
Ser
E ser
Fascinio
sexta-feira, 2 de julho de 2010
[Pensamentos Soltos]
Saudade daquelas rosas que eu encontrava ao lado da minha cama quando eu acordava ...
"No quintal dos fundos da minha casa, existia uma roseira.
E toda vez que ele estava em casa e ela floria, ele deixava as rosas ao lado da minha cama.
E quando eu acordava me deparava com elas decorando o meu quarto.
Alegrando o meu dia com sua beleza.
Perfumando o meu com o seu cheiro.
Não imaginei um dia escrever sobre isso, mas quando vi essa imagem, me veio essa lembrança do passado.
E bateu aquela saudade desses momentos."
"No quintal dos fundos da minha casa, existia uma roseira.
E toda vez que ele estava em casa e ela floria, ele deixava as rosas ao lado da minha cama.
E quando eu acordava me deparava com elas decorando o meu quarto.
Alegrando o meu dia com sua beleza.
Perfumando o meu com o seu cheiro.
Não imaginei um dia escrever sobre isso, mas quando vi essa imagem, me veio essa lembrança do passado.
E bateu aquela saudade desses momentos."
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